domingo, 19 de dezembro de 2010

BOAS FESTAS!

Dezembro!
Corre, o ano está acabando!
É chegado o momento de “comemorar o nascimento de Cristo”!

Estamos às vésperas do Natal. Encantados pelas músicas; pelas decorações das lojas, que buscam se superar a cada ano; pelos apelos dos comerciantes gritando suas promoções e facilitando o crédito; por visualizar, antecipadamente, o brilho no olhar das crianças, no olhar de entes queridos; com mais ou menos disposição, somos envolvidos pelo clima festivo. É assim que acontece todo final de ano!

O festejo Natalino, ao longo dos anos, vem se transformando em um evento comercial. O nascimento de Cristo é usado, pelo “marketing”, para sensibilizar as pessoas atraindo-as para o consumo. As pessoas, por viverem em uma sociedade onde a hostilidade é frequente, onde o ter fala mais alto que o ser, onde a intolerância atinge um nível que coloca em cheque a convivência pacífica, são presas fáceis para o “mundo do faz de conta”.
Olhando por esse ângulo, percebendo a carência que se instalou em nossa sociedade, não é difícil compreender a necessidade das pessoas “fingirem” que estão bem, que amam e são amadas, que aceitam e são aceitas, que acolhem e são acolhidas. Mas, como as questões podem ser vistas por diversos ângulos, passo a outro e vejo as pessoas falando de amor, aproveitando esse momento de euforia coletiva, para demonstrar carinho, um carinho que está sufocado porque no dia-a-dia, não tem quem o receba, ou porque não se tem tempo para expressar.
Sendo assim, vejo esse momento como sendo mágico porque, ainda que a demonstração de afeto, a alegria, tenha sido provocada pelo “marketing” e nos passem a idéia de fingimento, as pessoas estão expressando sentimentos de amor e, quando pensamos no bem, atraímos o bem. (Atraímos o que pensamos – PNL)
Sugiro aproveitarmos, também, esse momento mágico para ligar o pisca-pisca interior permitindo que essa energia, essa luz, una-se a tantas outras fazendo com que esse holofote de amor transforme o nosso viver/conviver!
Rose Costa
19.12.2010

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quarta-feira, 15 de dezembro de 2010

SOMOS INSUBSTITUÍVEIS?

O efeito que a palavra produz depende muito do estado emocional em que se encontra quem ouve.

Vejamos o exemplo da fala de um diretor de departamento para os funcionários que estão sob sua orientação:

- ... precisamos atuar de formar a atingir as metas preestabelecidas, lembremos que ninguém é insubstituível.

A mensagem foi clara. Caso as metas não sejam atingidas, a composição da equipe poderá ser alterada no todo ou em parte. O efeito dessa informação pode divergir no sentir de cada um.

O termo “ninguém é insubstituível” tem significação diferente, ou não, para cada um dos componentes do grupo e está relacionada diretamente com a auto estima. Quando você está confiante do seu potencial, mesmo que o desempenho em determinada atividade não seja satisfatório, não há motivos para preocupação porque você sabe do que é capaz. No entanto, se a frase lhe pega em um momento de fragilidade emocional, naqueles dias em que ao acordar você olha para o espelho e não se reconhece, não gosta da imagem que vê, ou nem se olha por que, inconscientemente, não quer se ver; não percebeu o brilho do sol (mesmo num dia nublado o sol, aparece para nos cumprimentar pelo novo dia); não ouviu o murmurar do vento lhe desejando um bom dia;, não se deixou embalar pelo canto dos pássaros que fizeram festa para lhe acordar; realmente, a afirmativa “ninguém é insubstituível” tem um efeito devastador e você começa a se sentir a pior das criaturas, entrar na defesa, travar uma luta com você mesmo até que alguém ou você mesmo consiga entender que o substituir é colocar um no lugar do outro.

Vejamos, no dicionário Aurélio, o significado de Substituir:

- “ v.t. Pôr no lugar de: substituir móveis velhos por novos. / Suprir uma coisa por outra: o mel substitui o açúcar. / Ocupar o lugar de outro, suceder-lhe: substituir o prefeito. / Mudar, trocar (por outro): substituir um empregado. / Preencher momentaneamente o posto de outro: substituir um funcionário doente.”

Portanto a substituição refere-se à função, ao ato, mecânico ou não, do fazer e, é claro que para que haja essa substituição é necessário que haja um remanejamento de pessoas. Nesse caso, fica claro que o “ninguém é insubstituível” está diretamente ligado ao fato de que a tarefa pode ser executada por outra pessoa. O que faz a diferença é a forma como cada pessoa executa a mesma tarefa.

Vejamos agora, no mesmo dicionário, o significado da palavra Insubstituível:

- “adj. Que não pode ser substituído; inigualável.”

Partindo da premissa de que não existe um ser humano igual ao outro, podemos afirmar que somos todos insubstituíveis e inigualáveis.

O exercício do autoconhecimento colabora na manutenção da autoestima em níveis ideais, levando ao reconhecimento, à aceitação, e ao respeito pelas limitações inerentes a cada pessoa, inclusive e principalmente às nossas.

Cada um tem seu jeito especial de ser e de fazer, portanto, somos insubstituíveis no que tange a essência de cada um!

"Eu sou, mas quem nao eh?"

Rose Costa