domingo, 24 de fevereiro de 2013

SUTIL DIFERENÇA ENTRE FALSIDADE E FRAGILIDADE

A SUTIL DIFERENÇA ENTRE FRAGILIDADE E FALSIDADE Como perceber que um laço afetivo foi, ou está sendo, alimentado por um sentimento falso? Poderia esse sentimento falso ser denominado de frágil? Quando algo se parte, desagrega, é porque as partículas que formavam o todo eram constituídas por elementos falsos ou frágeis? A linha é tênue, a diferença é sutil e, em se tratando de perdas emocionais, na maioria das vezes, a constatação de uma relação afetiva embasada no sentimento de um amor falso, só é percebida quando a dor atinge a alma. Através da dor muitas cortinas são descerradas, o real entra em cena, é inevitável não ver o que está sendo apresentado. Por quanto tempo alguém pode viver iludido? Esse tempo dependeria do grau de ingenuidade, de pureza, daquele que acredita no próximo; acredita no amor fraternal; acredita que pelo simples fato de formarem uma “família” as relações não são afetadas por comportamentos alicerçados pelo sentimento de falsidade? Onde está o amor ao próximo que a religião tanto apregoa? Seria o próximo, aquele que se encontra em difícil posição sócio-econômica-financeira? Aquele que aceita de bom grado as migalhas lançadas em momentos de total carência, seja afetiva ou material? Qual a qualidade da “ajuda” afetiva? A ajuda material, independente de como seja dada, ou doada, será sempre bem vinda porque necessidades básicas precisam ser atendidas, é uma questão de sobrevivência. Enquanto Seres materiais, a matéria é indispensável à vida. Em determinadas circunstâncias o individuo se vê totalmente entregue à “sorte”, na dependência da boa fé, da boa vontade, da caridade de terceiros. Infelizmente, é justamente neste momento que o falso caridoso entra em ação demonstrando um amor que está longe de sentir. O que ele busca é autoafirmação, é demonstrar que serve para servir? Como servir ao próximo se nega um olhar, uma palavra, um sorriso, ao seu próximo mais próximo só porque esse próximo não atendeu a um capricho seu? Onde está o amor que tantos apregoam? Estaria perdido pela fragilidade ou falsidade do sentimento? E, enquanto isso, como fica o objeto de amor? Assim, a falsidade segue seu caminho enquanto a fragilidade do bem querer faz com que o objeto de “amor” fique em stand-bye.

sexta-feira, 8 de fevereiro de 2013

Podemos escolher pelo outro?

Sou grata por tudo que sou, a todos que me rodeiam e, todo bem material que me proporciona bem estar físico. Apesar de tudo, o Estado de Espírito não é de contentamento. Não consigo e nem quero fingir uma alegria que não estou sentindo. O sentimento não se racionaliza, sente-se! Racionalmente podemos e devemos buscar recursos que alegrem nosso viver e isso, aprendi a buscar desde tenra idade. (rs) A demanda tem aumentado da última decada para cá mas isso para mim não é problema, já não é mais novidade, faz parte da vida. E nessa minha colocação não vai nenhum toque de amargura, apenas tristeza e tirsteza passa, assim como a alegria também. É como na brincadeira da peteca, corre prá lá, corre prá cá, se estica, abaixa, pula, tem momentos que não conseguimos, a peteca cai, mas a brincadeira continua; "reconhece a queda e não desanima, ..." Assim entendo o conceito de vida: Um jogo onde ora se ganha, ora se perde e, independente do placar, continuar brincando até que o prazo de validade se esgote. Nestes anos de experiência, aqui na terra, posso afirmar que toda e qualquer situação vivida é positiva. Os ganhos e as perdas, fazem parte do processo de aprendizado. E como é preciso aprender a viver em uma sociedade cobradora! A sociedade é um grande teatro e a Instituição Família é a escola, principal responsável pela formação dos indivíduos, desde o maternal até o pós-doutorado; é nessa Instituição que as crianças aprendem a conter, a dissimular sentimentos, quando adultos passam a representar, a atuar no mundo fantasioso do parecer ser, do parecer ter. Sim, parece pesado demais o que acabo de dizer, mas é real. Quantas vezes ouvimos orientadores repreenderem uma criança porque ela fala, espontâneamente, que alguém é feio? Quantas vezes ouvimos o famoso "cala a boca" quando a criança está expressando seu sentimento de raiva através do choro? Quantas vezes vemos crianças serem obrigadas a cumprimentarem abraçando, beijando, parentes e/ou amigos, quando elas só querem sair do ambiente? etc. Sou fruto e sócia dessa Instituição e, apesar de não concordar com algumas "lições", acabo repetindo o que aprendi. Minhas ações contribuem para a manutenção do Grande Teatro, que é essa Sociedade construída por nossos antepassados e por nós perpetuada. Cobramos e somos cobrados, queremos uma perfeição que estamos longe de atingir. Criamos expectativas em torno do comportamento do outro, nos sentimos frustrados e fingimos contentamento, respondemos a um cumprimento com um "tudo bem, graças a Deus", quando o sentimento é o de que a casa caiu. Tem atores tão bons que a encenação do "tudo bem" é aceita imediatamente. Será que o "graças a Deus" tem efeito mágico? Talvez não seja magia, talvez seja nível de carência elevado preenchido pela palavra DEUS. Bem, deixemos Deus cuidar da criação Dele e voltemos aos sentimentos. Falava da frustração e de como é difícil lidar com ela. Aprendemos a agradar ao outro e ficamos decepcionados quando não somos agradados. É uma troca. Agradamos para sermos aceitos e, para aceitarmos, precisamos ser agradados, se não nos agradam sentimo-nos frustrados. A frustração faz parte do viver; podemos muito e algo mais, porém não podemos tudo! ex.: usamos as mãos para pegar o que queremos. Quando as duas mãos estão cheias e queremos mais, sem abrir mão do que já temos, podemos usar a boca, unir cotovelos, pés, enfim, usar a critividade para atender às necessidades mas, chega um momento em que não dá para pegar mais nada, percebemos que não somos "poderosos", somos seres limitados. Somos frustrados pela nossa própria limitação. Se temos limites, os outros também têm. Quando aceitamos nossos limites desativamos a autocobrança. Não havendo autocobrança não há necessidade de defesa, não havendo necessidade de defesa, não há necessidade de armas; desarmados, não atiramos nos outros. Portanto, aceitar limites é conviver bem com as frustrações, independente de terem sido provocadas por nós mesmos ou pelo outro! Aceitar cada um do jeitinho que é, sem se (pre)ocupar em consertar o que imaginamos não ser o melhor, é o caminho para vivermos em paz com o mundo! Ah! Não tem por que pedir desculpas, o abalo emocional a que me referi não foi provocado pelas suas letrinhas. Aprecio quando me mostra que existe um outro angulo para observarmos uma mesma questão. Quando digo que cresço com sua presença, com suas colocações, não estou jogando confetes, é a mais pura expressão da minha verdade. Só tenho que agradecer. Não duvido do seu amor nem da Galera. Entendo que nem sempre é fácil aceitar escolhas que divergem das nossas preferências, que não alcançam nossas expectativas, mas precisamos respeitar. Não devemos interferir nas escolhas dos outros, mas podemos estar a postos para o caso de um pedido de socorro. Apoio emocional, com equilíbrio, é sempre bom, aceitar e respeitar a escolha dos outros é melhor ainda. Lembrando Shakspeare "Há mais mistérios entre o céu e a terra do que a nossa vã filosofia", deixo a pergunta: Podemos realmente saber o que é melhor? Para quem? Muita PAZ Muita LUZ Muita ALEGRIA e viva a vida, é bonita, é bonita e é bonita!!!!!!! 21.12.2012. Rose Mary